Após o escândalo Cambridge Analytica em março, acionistas notáveis vem tentando retirar Zuckerberg do conselho administrativo. A proposta seria substituir Zuckerberg por um conselheiro independente. Porém, seria mais um ato simbólico, porque Zuckerberg e outras pouquíssimas pessoas, juntas, formam 70% dos votos totais. O que significa que nenhuma mudança pode ser aprovada sem o voto do CEO.

O CalSTRS, que possui 650 milhões de dólares em ações da empresa, criticou Mark Zuckerberg e disse que o CEO do Facebook tem um controle semelhante a ditadura: “Por que Zuckerberg precisa de uma estrutura de classe dupla? É porque ele não quer que a governança evolua com o resto de sua empresa? Se assim for, este sonho americano é agora semelhante a uma ditadura.”

A proposta partiu dos fundos de pensão da cidade de Nova York, que possui quase 1 bilhão de dólares em ações da empresa, contabilizados pelos tesouro público dos estados Rhode Island, Pensilvânia e Illinois. Essa proposta só será votada em 2019, na reunião de acionistas do Facebook, mesmo que as chances de que seja aprovada seja baixíssima. De acordo com o Washington Post, apenas 5% de propostas de retirar CEOs do conselho administrativo foram aprovadas, nos últimos 10 anos.


A revolucionária Inovação Digital que deu a Natura o primeiro lugar na categoria Bens de Consumo, Alimentos, Bebidas e Fumo

A inovação está presente no dia a dia da multinacional brasileira, que trabalha através do modelo multicanal de e-commerce, varejo e tem como carro chefe a venda direta, representando mais de 90% da receita. Atualmente, a Natura conta com uma equipe de mais de 1,2 milhões de consultoras de beleza no Brasil, mas há três anos a funcional e poderosa estrutura de inovação digital ganhou força.

De acordo com o diretor de Inovação Digital da Natura, Luciano Abrantes, a busca por produtos e soluções que possam surpreender o mercado através da tecnologia é a razão da mobilização de seu time, de acordo com suas palavras “Trabalhamos na busca do novo. Inovar é experimentar, é persistir, é errar rápido e solucionar rápido” o diretor de inovação digital ainda acrescentou “É por meio dela que nossos produtos ganham potência e escala em todas as geografias em que atuamos e é por isso que trazer inovações que alavanquem esse modelo comercial é fundamental para seguirmos trazendo diferenciação, com nosso negócio cada vez mais competitivo.”

Enquanto em uma empresa de e-commerce o contato entre empresa e consumidor final é direto, na Natura e em seu modelo de venda direta, isso acontece através das consultoras. A partir daí surgiu um grande desafio para a empresa, no qual era descobrir como era possível obter dados para poder traçar um perfil de consumo e o comportamento do consumidor. Além disso, também existia o desafio de obter informações sobre o negócio de cada consultora, para assim poder utilizar essas respostas na melhoria da inteligência da empresa.

Através da evolução do CRM da Natura, a resposta foi encontrada. Isso aconteceu no final do ano passado e fez com que a Natura conquistasse o prêmio As 100+ inovadoras no uso de TI, da IT mídia, na categoria Bens de Consumo, Alimentos, Bebidas e Fumos.

Conforme dito por Abrantes, a Natura passou a utilizar um processo de CRM que tem como estrutura a identificação dos perfis das consultoras, árvore de decisão, produção de conteúdo personalizado, comunicação individualizada e também utiliza big data.

“Assim, alcançamos muitos objetivos importantes como aumento das vendas e maior aproximação da Natura com seu público em uma relação com mais qualidade, mais humanizada e individualizada”, diz Abrantes.

Ao ver de Abrantes, essa evolução impulsionou a Natura na jornada de transformação digital, como um propulsor do modelo de Vendas por relações. “Conseguimos fortalecer valores de negócio com resultados claros, posicionando a tecnologia digital, não apenas como ferramenta comercial, mas como alavanca de evoluções relevantes”, finaliza o CEO.

Os finalistas da categoria Bens de Consumo, Alimentos, Bebidas e Fumo foram: Em primeiro lugar, a Natura, em segundo a Seculus da Amazônia e em terceiro a Liotécnica.


IoT: Ecossistemas exigirão plataformas para criação de aplicativos

Rinaldo Câmara Gonçalves, bacharel em Ciência da Computação e técnico em eletrônica, analista de sistemas embarcados da Kron Medidores, ministrou a palestra “O que não te contaram sobre aplicação para Internet das Coisas” nesta quinta-feira (18/10) durante o IT Forum Expo, o tema principal desta palestra foi a falta de plataformas para criação de aplicativos

Gonçalves contou o case da Kron Medidores na imersão desse serviço, durante a técnica e detalhada palestra, mostrando que a engenharia eletrônica já solucionou a conexão das coisas com Cloud ou Broker, que existem conexões sejam elas ethernet, wi-fi, 2G e outras, além de ressaltar que já temos analytics por exemplo e que todas essas informações estão armazenada em bancos de dados, protegidos e com backups.

Rinaldo Gonçalves ainda afirmou “IoT é plataforma, não é só o device. Eu preciso ter alguma plataforma para conectar dispositivos e gerenciar conexões. Essa plataforma de IoT tem que me permitir conectar com outras plataformas, como Google, IBM, Microsoft, por exemplo” e acrescentou pouco depois “Um dos pontos pelos quais a IoT ainda não explodiu no Brasil é a conexão com a internet, o fato de clientes não disponibilizarem essa conexão com a internet. Acreditamos que sistemas de rádio para comunicação a longa distância devem resolver isso.”