WiFi Livre SP é expandido pela prefeitura paulistana

Na última sexta-feira, 23/11, a prefeitura de São Paulo lançou um edital para o credenciamento de empresas de organizações interessadas em ofertar internet gratuita pela capital. Atualmente, o WiFi livre SP está presente em 120 praças e parques da cidade. O intuito da prefeitura é que esse número seja duplicado até o final da gestão, de acordo com o programa de metas 2017-2020.

A expansão do programa propõe que 300 pontos de conexão sejam obrigatórios, contemplando locais como bibliotecas, pontos turísticos, centros culturais e desportivos. Além disso, sugere outras 319 localidades complementares e opcionais, vinculadas as primeiras redes.

“Estamos propondo um modelo de financiamento pelo setor privado que não onera os cofres públicos e assegura internet de qualidade para as regiões de maior vulnerabilidade social. Nossa meta é audaciosa e gostaríamos de atingir mais de 500 pontos gratuitos de Wi-Fi” diz o secretário municipal de Inovação e Tecnologia, Daniel Annenberg.

O edital segue de forma irrestrita o Marco Civil da Internet e da lei recém aprovada de Proteção de Dados Pessoais, que garante o direito à privacidade, à proteção de dados pessoas e à neutralidade da rede. “O próprio Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) elogiou na consulta pública as garantias de privacidade e proteção dos dados dos cidadãos” diz Daniel Annenberg. O edital ficará disponível pelos próximos seis meses e as empresas credenciadas poderão utilizar o serviço por 5 anos.

Segundo levantamento feito pela Universidade Federal do ABC sobre o perfil dos usuários do WiFi Livre, mostra que o uso de WiFi é de 87,2%, muito superior aos usuários da conexão 3G/4G. Isso acontece porque financeiramente dizendo, o 3G/4G ainda é inacessível para uma grande parcela da população.

Segundo especialistas, a democratização do acesso a internet é fundamental para a inclusão social e também para o crescimento econômico. Conforme levantamento feito pela The Economist Intelligence Unit, o Brasil fica em 10º lugar no ranking de países com maior número de pessoas sem acesso à internet. Apenas 11,5% possuem uma conexão de internet banda larga e cerca de ⅓ da população, em média 71 milhões de brasileiros não possui acesso à internet.